
Aragem
Amauri Garcia
A aragem fresca da manhã valia
Como vale minha mão direita sobre a tua
Ondulava adulando a inocente mania
De beber o orvalho do sereno da lua
Dias fartos como cachos de banana prata
Como o cheiro das fruteiras, doces tangerinas
Como o parto verdadeiro, dor que não maltrata
Amor de posseiro pelo vento das campinas
Fartos como os quintais, sombras de outono
Segredo dos matagais entre a espera e o sono
Mato capim-de-cheiro no aceiro da fazenda
Cantigas de rendeiras em seu ofício de rendas
Varandas de sol, balanço de rede vadia
Água fria de remanso, descanso no fim do dia
Cantos de rouxinol, pérola agreste amena
E um buxixo no paiol, mimosa a pele morena
Eu quero a temperança, a força dos ananás
Ser essa criança que fui e não sou mais
A correr nos tabuleiros debaixo de um céu azul
Colher a esperança na 'fulô' do pé de andu



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