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Saudades do Futuro

António Vasco Moraes

Daqui desta Lisboa que é tão minha
Como de ti que a amas, como eu
Mando-te um beijo, naquela andorinha
Que em março me entregou um beijo teu

Aqui neste jardim à tua espera
Como se não tivesses embarcado
Digo ao outono, que ainda é primavera
E encho de boganvílias este fado

Num tempo que de amar é tão vazio
Há coisas que não sei, mas adivinho
Um rio ali à beira doutro rio
Só um, depois da curva do caminho

Tenho tantas saudades do futuro
Dum tempo que contigo hei-de viver
Não há mar, nem fronteiras, não há muro
Que possam, meu amor, o amor deter

Escrita por: Carlos Manuel Proença *fado serrano* / osé Correia Tavares. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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