
Bomba H sobre São Paulo
Arnaldo Baptista
Foi depois que a luz passou
E o calor nos assolou
Depois do grito, o escuro, assombrado
Primevo até
Foi quando então, numa onda, a morte
Desintegrante e por vezes feliz
Passou por mim, eu segurei sua mão
Colei seu seio de encontro a mim
Num gesto de proteção
Olhei pro céu que brilhante me gritava, que me escondesse
Feri a vista na beleza do fim que nos aproximava
Quando o calor do beijo seu, que procurando o meu
Parecia pedir perdão pelo egoísmo
E eu que até aí me achava muito ruim
Chorei, chorei de amor pela humanidade
É... o imenso gozo dos titãs
De aço e cabos de meadas infindáveis
De crianças tristes
Risos que soam depois do fim
E eu não sei que fim levou o meu
Risos...



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