
Antártida Secreta
Astrikos Katoikos
Antártida secreta
Antártida secreta
Antártida secreta
Além do gelo, arcano sepultado
Construções vigiam a região
Um UFO permanece estacionado
E nossa antena recebe obscura invocação
Nenhuma crônica descreve o paradeiro
Não encontramos compêndio com tal construção
O que julgávamos remoto nevoeiro
Guardava uma antiquíssima civilização
Além do gelo, arcano sepultado
Construções vigiam a região
Um UFO permanece estacionado
E nossa antena recebe obscura invocação
Nenhuma crônica descreve o paradeiro
Não encontramos compêndio com tal construção
O que julgávamos remoto nevoeiro
Guardava uma antiquíssima civilização
Partimos rumo à latitude derradeira
Com víveres guardados no porão
A cerração velava a cordilheira
E a bússola perdia a direção
Na quarta noite, junto à penedia
Um orbe de luz pairou, solitário
Subia e declinava em simetria
Oposto a qualquer curso planetário
Três pirâmides surgiram na planura
De pedra negra, crivada por sinais
Sem fenda que revelasse a estrutura
Com visíveis e estranhos mapas siderais
Um pórtico conduzia à galeria
E um bafo morno vinha do terreno
Nas paredes, insólita cosmogonia
Mostrava sete luas num céu ameno
Além do gelo, arcano sepultado
Construções vigiam a região
Um UFO permanece estacionado
E nossa antena recebe obscura invocação
Nenhuma crônica descreve o paradeiro
Não encontramos compêndio com tal construção
O que julgávamos remoto nevoeiro
Guardava uma antiquíssima civilização
Descemos até um átrio opalino
Coberto de ideogramas carmesins
Um clarão projetou sistema peregrino
Com uma metrópole sob dois sóis afins
Outro mapa revelou época remota
Com selvas, estuários e baixios
A massa polar surgia sem calota
Cidades proliferavam junto aos rios
Do alto veio brusca trepidação
No exterior, cinco discos baixaram
Mantinham geométrica formação
E num segundo todos se ocultaram
Seguimos por recintos sucessivos
Repletos de aparelhos sem serventia
Alguns permaneciam ainda ativos
Outros reagiam quando alguém surgia
Na câmara final, urna nacarada
Guardava um ser esguio e macilento
A fronte era estranhamente alongada
Os olhos sem pupila ou pigmento
Num átimo, as pálpebras se abriram
E os instrumentos ganharam total função
Caracteres nas paredes refulgiram
Formando coordenadas no salão
Além do gelo, arcano sepultado
Construções vigiam a região
Um UFO permanece estacionado
E nossa antena recebe obscura invocação
Nenhuma crônica descreve o paradeiro
Não encontramos compêndio com tal construção
O que julgávamos remoto nevoeiro
Guardava uma antiquíssima civilização
Além do gelo, arcano sepultado
Construções vigiam a região
Um UFO permanece estacionado
E nossa antena recebe obscura invocação
Nenhuma crônica descreve o paradeiro
Não encontramos compêndio com tal construção
O que julgávamos remoto nevoeiro
Guardava uma antiquíssima civilização
A parede recuou lentamente
Mostrando um firmamento purpurino
Sete menires ocupavam o poente
Próximos de um oceano cristalino
Mais ao longe havia torres espiraladas
Suspensas numa atmosfera grená
Criaturas moviam-se agrupadas
Enquanto enormes naves vinham de lá
No âmago polar, um relicário
Conserva eras alheias à razão
A Terra figura num calendário
Anterior à nossa civilização
Partimos carregando a descoberta
Sem compreender seu verdadeiro teor
E atrás de nós permaneceu aberta
A passagem para aquele mundo exterior
Voltamos ao navio ao fim da jornada
Convictos de uma ausência de poucas horas
Mas a data no computador estava alterada
Quarenta e sete anos marcavam a demora
No painel, uma estação desconhecida
Pediu identificação e procedência
Nossa missão constava por perdida
Há quase meio século de ausência
Quando a comunicação terminou
Um UFO reapareceu na cerração
Desceu até o casco e acompanhou
Por muitas milhas nossa embarcação
Além do gelo, arcano sepultado
Construções vigiam a região
Um UFO permanece estacionado
E nossa antena recebe obscura invocação
Nenhuma crônica descreve o paradeiro
Não encontramos compêndio com tal construção
O que julgávamos remoto nevoeiro
Guardava uma antiquíssima civilização
Além do gelo, arcano sepultado
Construções vigiam a região
Um UFO permanece estacionado
E nossa antena recebe obscura invocação
Nenhuma crônica descreve o paradeiro
Não encontramos compêndio com tal construção
O que julgávamos remoto nevoeiro
Guardava uma antiquíssima civilização



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