No Reino Dos Sinos de Copas
Ávora Di Carlla
Fendas de asfalto num corte profundo
Estacas na areia apontadas pra nós
Rasgou sua senha
Fez um pacto a estibordo do muro
Há 10 horas em ponto
Silenciadas incisões internas
Visões de ventos descalços
Posologia gravada
Pela semântica avistada do outro lado ao avesso
Ninguém aceitou quando eu de preto voei
Pra tentar respirar um segundo talvez
Com as minhas vedetes de Marte
Fugas em anônimos do próprio espírito
Um espectro acuado no prelúdio penal
Vestiu-se com mantos de trapos, acenou
Com o braço um tchau
Sou uma criança
Disposta a criar suas próprias raízes num lúdico em órbita ao vento boreal
Num piscar de palavras sobre fortes sinais com ondas, relíquias do mar
Chá de amônia e fumaça num césio cristal
Meia-noite e meia!
Dos sete elementos que evocam
As estreitas pegadas da naja
Sou a cruz de mármore acorrentada



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