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Nem Eu Nem o Garçom

Canário e Passarinho

Aquele pobre boêmio maltrapilho
Entrou num bar e chamou pelo garçom
Sem perceber que das mãos do próprio filho
Teve a bebida que acalmou seu coração

Esse homem fracassado
Descobriu seu filho amado
No balcão de um botequim
Que as mães sem coração
Pra viver na perdição
Jogou no mundo sem fim

Ao ouvir a triste história
Verdadeira e merencória
Do garçom emocionado
Aquele infeliz chorava
Pela mãe seu filho estava
Loucamente apaixonado

Esta mulher que seguiu o mau caminho
Foi uma luz que também perdeu o brilho
Pois sem querer ao ofertar o seu carinho
Vendeu um dia seu amor ao próprio filho

Essa alma pecadora
Que foi bela e sedutora
Rainha dos cabarés
Para pagar seu pecado
Viu seu filho alucinado
Suicidar-se aos seus pés

Hoje ela arrependida
Vive maldizendo a vida
Vive sofrendo também
Nem a morte não lhe quis
Pois será mais infeliz
Das mulheres de ninguém

Escrita por: Canario / Teodoro / José Ferreira. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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