
De Corpo e Álamo
Celsinho Mody
Eu sou Vai Vai de tantos bambas imortais
E o velho poeta já dizia
Eu peço a Deus pra Bela Vista abençoar
Onde o samba vai até raiar o dia
Sou eu, um criolé nessa avenida
E vivo a saudade do nosso cordão
Lembranças eu tenho da Saracura
Do Bixiga que arrastava a multidão
Sou eu, um batuqueiro da raiz, de pé no chão
O preto e branco que enfeita o pavilhão
Na mais linda aquarela
Sou eu, a inspiração em notas musicais
Noventa primaveras em meus carnavais
E até hoje o povo me espera
Eu fui do orun pro ayê, guerreiro babalaô
Cantei o amor de colombina e pierrot
Fiz de toda vida, um enredo
Acredite se quiser, meu céu de estrelas se enfeitou
Sonhar, foi preciso sonhar
Pra lutar, questionar a intolerância
Meu samba é capaz de transformar
Ao mundo um exemplo de esperança
Ergue tua voz, resgata a tradição
Resiste no teu sangue a superação
Vai-Vai renasce de novo
Nos braços do povo, deixa a lágrima rolar
No calor do asfalto, de corpo e alma, meu DNA



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