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Poesia Voa

César Belieny

Rap, repente, rima pronta, improvisada
Derivada da li'ngua que ningue'm entende
Leva, tente, firma, sintonia variada

Da onda sonora que muitos poucos compreendem
Rompendo as barreiras da linguagem universal
Apagando do atlas as linhas fronteiras
Que dividem o territo'rio mundial
Arigatô, valeu, thank you, ja' e', muchas gracias
Demorô, merci beao coup, e' no's

Subi no topo da torre de babel
Meu limite e' o ce'u
A li'ngua misturada, sentido u'nico, desejo mutuo
Gostos variados, paladares diferentes
A poesia voa
Voa, voa, voa e pousa
Pousa as vezes de cansaço, a poesia voa
Voa, voa, voa e pousa
Pousa pruma prosa, pousa pra mostrar indignação
Pousa pra dizer que ainda tem jeito
Pousa pro oprimido pedir respeito, a poesia voa
Voa, voa, voa e pousa Pousa expressando amor e arte
Pousa aristocrata, pousa favelado
Pousa em toda parte, a poesia voa
Voa, voa, voa e pousa
Pousa onde cada poeta e' uma pena
Parte das asas da voz que soa, a poesia voa
Bate as asas e voa, voa, voa


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