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Quando o Sol treme nas lombas
Relampeando a aba do freio
A mutuca sai do mato
Junta o gado num rodeio

Nesta hora do sossego
As folhas perdem o guizo
E a peonada ressona
Na sombra de um paraíso

A pipa d'água, tampada
Com um guardanapo de estopa
Fica atentando os caboclos
Que vêm beber na sua boca

Um garnisé canta longe
Ciscando o pé das macegas
E o Sol, parado, sesteia
Na cama verde das léguas

A natureza transpira
Pelos umbrais do sossego
Com tempo, sesteando largo
Na lassidão de um pelego

A natureza transpira
Pelos umbrais do sossego
Com tempo, sesteando largo
Na lassidão de um pelego

Uma carijó desasada
Vem beber água no cocho
E acorda um cusco barbudo
C'o a sua cantiga de choco

Nesta hora é proibido
Camperear montado em égua
Buscar fósforos na venda
Rondar perdiz na macega

A visita, que ia embora
Fica embromando e não sai
Pega um mate e outro mate
E a tarde, longe, se vai

O Sol se veste c'o pala
Das nuvens antes do tombo
E deixa o Baio da tarde
Na sombra, secando o lombo

A natureza transpira
Pelos umbrais do sossego
Com tempo, sesteando largo
Na lassidão de um pelego

A natureza transpira
Pelos umbrais do sossego
Com tempo, sesteando largo
Na lassidão de um pelego

Escrita por: Edilberto Teixeira. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.
Enviada por Sabrina. Revisiones por 2 personas. ¿Viste algún error? Envíanos una revisión.

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