
Hora do Sossego
César Oliveira e Rogério Melo
Quando o Sol treme nas lombas
Relampeando a aba do freio
A mutuca sai do mato
Junta o gado num rodeio
Nesta hora do sossego
As folhas perdem o guizo
E a peonada ressona
Na sombra de um paraíso
A pipa d'água, tampada
Com um guardanapo de estopa
Fica atentando os caboclos
Que vêm beber na sua boca
Um garnisé canta longe
Ciscando o pé das macegas
E o Sol, parado, sesteia
Na cama verde das léguas
A natureza transpira
Pelos umbrais do sossego
Com tempo, sesteando largo
Na lassidão de um pelego
A natureza transpira
Pelos umbrais do sossego
Com tempo, sesteando largo
Na lassidão de um pelego
Uma carijó desasada
Vem beber água no cocho
E acorda um cusco barbudo
C'o a sua cantiga de choco
Nesta hora é proibido
Camperear montado em égua
Buscar fósforos na venda
Rondar perdiz na macega
A visita, que ia embora
Fica embromando e não sai
Pega um mate e outro mate
E a tarde, longe, se vai
O Sol se veste c'o pala
Das nuvens antes do tombo
E deixa o Baio da tarde
Na sombra, secando o lombo
A natureza transpira
Pelos umbrais do sossego
Com tempo, sesteando largo
Na lassidão de um pelego
A natureza transpira
Pelos umbrais do sossego
Com tempo, sesteando largo
Na lassidão de um pelego



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