
O Tango da Quitandeira
Chiquinha Gonzaga
Meu defunto marido Garcia!
Foi um cabra de truz na eleição
Brazurura tremenda fazia
Todos tinham do cujo um medão!
Se riscava num banho a sardinha
De cacete ou navalha na mão!
Tudo ali transformava em farinha
E num frege virava a seção
Foi um cabra que nunca desistia
Que não ia em tal consagração!
Dizia à todos: Não há quem insista
Sempre vou tornar a votar na seção!
Mas, o cabra ao se casar
Logo se deixa viver nesta embolação!
Ele era um tolo, que tanto insistia
Mas, isto não cá esta como questão
Já morreu, há mais quem garanta
Mas na cova não pode pousar!
Mas na cova não pode pousar!
Pois, quando há votação se levanta
O defunto vem sempre votar!
O defunto vem sempre votar!



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