O Preço Da Verdade
Cláudio Fontenelle
No campo vasto que a gente traçou
O vento sopra que o peito guardou
Cada mentira, um grão de solidão
Caindo fundo no solo do chão
A terra é justa, não sabe enganar
O que se planta, ela faz brotar
Quem semeia o vento colhe a tempestade, a vida
Cobra o preço da verdade, as humilhações, o desdém
No olhar, é uma dívida que o tempo vem buscar
Manipulação não cria raiz, deixo colheita amarga
Nada feliz, nada feliz, vestiu sorrisos que
Eram de papel, eram de papel, enganou a todos
Subiu no painel, mas o fingimento tem prazo
Para findar, a máscara cai quando o Sol apertar
O prejuízo não é só do outro, não, é um buraco
No seu próprio coração, seu próprio coração
Quem semeia o vento colhe cobra o preço da verdade
As humilhações, o desdém no olhar é uma dívida
Que o tempo vem buscar, manipulação não cria raiz
Deixa o colheita amarga, nada feliz, nada feliz
Tudo o que fez, o rastro ficou, a casa quebrou
O jardim secou, não dá para fugir do que a mão plantou
O espelho agora é quem te julgou
Quem semeia o vento colhe a tempestade e a
Vida cobra o preço da verdade, as humilhações
O desdém no olhar é uma dívida que o tempo
Vem buscar, manipulação não cria raiz
Deixa a colheita amarga, nada feliz
O silêncio é contraditório, às
Vezes alivia, outras vezes sufoca



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