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Profissão Marginal

Claudio Zebarsy

Preta, preta, preta démodé
Faz pouco caso de mim
Ver se você me erra
Preta, preta, preta démodé
Fingindo nada ver
Não sabe do meu ouro

Todo dia essa mesmice
Teimosia sem igual
Quer me ensinar o que eu já sei
Sua vida é tão banal

Talvez por simples devaneio
Foi assim que escolheu
Sua sina, sua sorte
Por amor ela se deu

Preta, preta, preta démodé
Acorda cedo ainda com o sol
Sobe e desce as ladeiras
Seu labutar parece não ter fim
Reclama que hoje ainda é sexta-feira

Tem por mim puro despeito
Que sou metido a bacana
Que quero tudo nas mãos
Sem me levantar da cama

Sei que não sou santo nem nada, oh iaia
Mas meu único defeito
É varar a madrugada tocando meu samba
Disso tenho todo direito

Se me chamas vagabundo, oh iaia
Que minha profissão é marginal
Tenho pena de você ô nega!
Que faz tudo sempre igual

Preta, preta, preta démodé
E nem adianta fazer birra, pirraça, ôh, santa (contracanto)
Pois o meu amor é teu, mais minha paixão é o samba repete (contracanto)


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