
A Arma
Cristiano Fantinel
Luziu o aço da algema no veranico de maio
E o cabo das espadas junto aos arreios dos baios
Um oh de casa sisudo seguido de um: sim, senhor
Silhueta de fim de tarde num rancho de corredor
Mate pras autoridades, também um sorriso franco
Do casal que pelo tempo mostrava os cabelos brancos
Mas logo veio a pergunta feita com austeridade
Dizem que o senhor tem arma, nos diga se é verdade? Nos diga se é verdade
Ando armado e faz tempo, disse o peão para a escolta
É ela quem me protege das coisas que hay na volta
O mundo é ruim já se sabe e pertence ao inimigo
Por isso aonde vou, a minha arma vai comigo
Disse um guarda, o senhor é velho e por certo, não tem porte
Pode ferir um inocente ou até levar a morte
Arrume seus documentos, dê a arma e a munição
Por favor, nos acompanhe, eu lhe dou voz de prisão
Enquanto a esposa chorava, o homem mostrando paz
Concordou em dar a arma e acompanhá-los no más
Deu de mão num livro negro e entregou com um pedido
Por favor, leiam um pouco, esta é a arma que lhes digo, esta é a arma que lhes digo
E pra findar o relato, sob o céu já estrelado
Só dois homens em forquilha retornavam pra o povoado
Um repensava a vida, o outro de vistas molhadas
Levava uma velha bíblia junto ao cabo da espada



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