Metáforas de um Louco
Daniel Dantas
Vejo todo dia, o passar do tempo
Que vai passando muito devagar
Sirenes cantando, doentes gemendo
Em uma sinfonia de terror
O melhor dos atores não saberia mentir
Muito menos fingir, tanta dor
Formigas humanas e desmascaradas
Abaixo da linha do Equador
E por falar na linda linha do Equador
Há quem crer que ela exista, em forma retilínea
Pra pendurar suas armas, medievais
E a pobre inocência de fera voraz
Um e um são dois, dois e dois são quatro
Que somados compõem as cordas de um violão
Que me provem o contrário, eu não vou discutir
Vou somente ouvir o violão
É um castelo sem rei e sem rainha
É feijão sem arroz e sem galinha
É um palhaço sem circo, sem picadeiro
É o terceiro da órbita, plano e oposto, viva Galileu!
Um cachorro latindo na vertical
Papagaios sorrindo e discutindo
Se a roda é quadrada ou triangular
Chega de pão e circo, vão estudar e cantar



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