
Esperança / Os Amantes / O Menino da Porteira / Disparada
Daniel
Quem aqui chegou
Quem aqui chegar
Traz sempre um sonho
De algum lugar
Vem de peito aberto
Sem saber o que será
Com coragem de se aventurar
Quem aqui chegou
Quem aqui ficar
Por esses caminhos
Há de encontrar
Outros tão iguais
Corações a se entregar
E criando a vida
Vida, vidas, esperança
Sonho, sonho, sonhos, esperança
E paz, paz, paz, esperança
Quem aqui chegou ficará!
Meu amor
Ah, se eu pudesse te abraçar agora
Poder parar o tempo nessa hora
Pra nunca mais eu ver você partir
Meu amor
Meu amor
Ah, se eu pudesse te abraçar agora
Poder parar o tempo nessa hora
Pra nunca mais eu ver você partir
Meu amor
Ah, se eu pudesse te abraçar agora
Poder parar o tempo nessa hora
Pra nunca mais eu ver você partir
Meu amor
Meu amor
Ah, se eu pudesse te abraçar agora
Poder parar o tempo nessa hora
Pra nunca mais eu ver você partir
Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino
De longe eu avistava a figura de um menino
Que corria, abria a porteira e depois vinha me pedindo
Toque o berrante seu moço
Que é pra eu ficar ouvindo
Nos caminhos desta vida muito espinho eu encontrei
Mas nenhum calou mais fundo
Do que isso que eu passei
Na minha viagem de volta qualquer coisa eu cismei
Vendo a porteira fechada o menino eu não avistei
Apeei do meu cavalo num ranchinho beira chão
Vi uma mulher chorando, quis saber qual a razão
Boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estradão
Quem matou o meu filhinho foi um boi sem coração
Lá pras bandas de Ouro Fino levando gado selvagem
Quando eu passo na porteira até vejo a sua imagem
O seu rangido tão triste mais parece uma mensagem
Daquele rosto trigueiro desejando-me boa viagem
A cruzinha do estradão do pensamento não sai
Eu já fiz um juramento que não esqueço jamais
Nem que o meu gado estoure, que eu precise ir atrás
Neste pedaço de chão, berrante eu não toco mais
Prepare o seu coração
Pras coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
E posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não
Ver a morte sem chorar
E a morte, o destino tudo
A morte, o destino tudo
Estava fora de lugar
Eu vivo pra consertar
Na boiada já fui boi
Mas um dia me montei
Não por um motivo meu
Ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse
Porém por necessidade
Do dono de uma boiada
Cujo vaqueiro morreu
Boiadeiro muito tempo
Laço firme, braço forte
Muito gado e muita gente
Pela vida segurei
Seguia como num sonho
E boiadeiro era um rei
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E nos sonhos que fui sonhando
As visões se clareando
As visões se clareando
Até que um dia acordei
Então não pude seguir
Valente lugar tenente
E dono de gado e gente
Porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente
Se você não concordar
Não posso me desculpar
Não canto pra enganar
Vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado
Vou cantar noutro lugar
Na boiada já fui boi
Boiadeiro já fui rei
Não por mim, nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse
Por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu
Querer mais longe que eu
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei
Agora sou cavaleiro
Laço firme, braço forte
Num reino que não tem rei
Na boiada já fui boi
Boiadeiro já fui rei
Não por mim, nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse
Por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu
Querer mais longe que eu
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei
Agora sou cavaleiro
Laço firme, braço forte
Num reino que não tem rei




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