visualizaciones de letras 3.326

Sanga, Pitanga... Sabiá

Délcio Tavares

Não fales que o som da tua voz me enternece
E só o que eu não quero agora é ternura
Enquanto durar esta ausência me esquece
Que a vida é a vingança que a gente padece
Ou cura ferindo, ou mata na cura

Eu hoje só quero sem mágoa nem zanga
O canto perdido daquele sabiá
Que em pleno novembro buscava a pitanga
E um dia sumiu numa curva da sanga
Fazendo correr o meu choro de piá

Há tantos invernos carrego um segredo
Que morro de medo, de angústia, sei lá
De ver a esperança voar campo afora
E um dia cansada de tanta demora
Desaparecer como aquele sabiá

Por isso não ouse surgir de repente
Não sejas presente, que ausência é meu chão
Pois eu sou um daqueles que a vida inclemente
Maltrata e devora, e depois simplesmente
Vai ver que era feito de alma e canção

Escrita por: Délcio Tavares / Raul Moreau. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

Comentarios

Envía preguntas, explicaciones y curiosidades sobre la letra

0 / 500

Forma parte  de esta comunidad 

Haz preguntas sobre idiomas, interactúa con más fans de Délcio Tavares y explora más allá de las letras.

Conoce a Letras Academy

¿Enviar a la central de preguntas?

Tus preguntas podrán ser contestadas por profesores y alumnos de la plataforma.

Comprende mejor con esta clase:

0 / 500

Opciones de selección