Confins do Sertão (sertanejo raíz)
Denilson Honorato
Dos confins do sertão eu guardo no peito a minha lembrança
Eu já fui boiadeiro e também fui vaqueiro no tempo da infância
Eu nasci e cresci brincando de laço imitando peão
Fui criado no mato igual bicho solto junto a criação
Fui criado no mato igual bicho solto junto a criação
Eu lidava com gado pra cima e pra baixo quase todo dia
Todo fim de tarde eu passava na venda e a noite caía
Se juntava os peões pra tocar viola beirando a fogueira
Tomando cachaça tinha cantoria a noite inteira
Tomando cachaça tinha cantoria a noite inteira
Eu me lembro o rangido nunca esquecido da velha porteira
E o som do berrante ecoando ao longe no pé da mangueira
Mas fiquei cansado da lida com gado e mudei pra cidade
Fiquei muito tempo tão longe vivendo e me bateu a saudade
Fiquei muito tempo tão longe vivendo e me bateu a saudade
Voltando agora minha nossa senhora que judiação
Veio o tal progresso e agora eu confesso não é mais sertão
Procuro e não acho a venda e o riacho lá no pé da serra
Fizeram estradas encheram de casa e acabaram com a terra
Fizeram estradas encheram de casa e acabaram com a terra
Fizeram estradas encheram de casa e acabaram com a terra



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