
Ó Luar
Diabo na Cruz
E pra onde vais ó luar que brilha
Quem deixais ao beiral da porta
Onde andais ó amada minha
Se é de noite e o luar se nota
Já fui lá contar estrelas
Com a ponta da minha espada
Quando olhei era meia noite
Acabei já de madrugada
Penas
Se esta água não andasse turva
Saberias que pus moeda onde nadam as tuas queixas
Água
Que é da vida leva a ribeira
Quem levavas tu já não levas
Quem deixavas não mais a deixas
E há quem jure que a cobiça
É um atalho para a aflição
Mas, se eu levo a alma mortiça
É por pisares-me o coração
Há quem sonhe com aranhas
Quem as note coloridas
Podem até ser sedutoras
Que eu não gosto de atrevidas
Penas
Apenas se esta água não andasse turva
Saberias que pus moeda onde nadam as tuas queixas
Água
Que é da vida leva-a a ribeira
Quem levavas tu já não levas
Quem deixavas não mais a deixas



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