Pindorama, da Utopia Das Visões do Paraíso Ao Progresso da Terra Brasilis
Diego Nascimento
Num sonho mar a dentro eu vou
Do éden fazer o meu quintal
Um reino que pouco sei da cor
A dor carrego em meu punhal
Sumé eu nunca imaginei te ver tão branco
Mas, não podia me deixar morrer
E ver sorrindo quem está sangrando
A pindorama que me viu crescer
Foi tanto pau Brasil e tanto vil metal
Fez de abril, seu carnaval
O verbo não seria invadir
Se o espelho que me deu
Te fizesse refletir
Na terra da ganância
Religiosamente impera a partilha
Sob a lei da escravidão
Na grei da companhia de Jesus
O tumbeiro que navega a solidão
Retinta liberdade guiada pela fé
Reluz modernidade no ciclo do café
Meu samba cruzando fronteiras
Da era Mauá à praça da bandeira
No meu coração a pioneira
Meu paraíso, meu amor
Sou filho desse chão
E o nosso pavilhão, levarei por onde for



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