
Doce
Djalma Ramalho
Não há mais verde
Não há mais vida
Não há mais rio
Não há mais mar
Pra se afogar
Não há mais chave
Não há mais porta
Não há tramela
Teto ou janela
Lar para se habitar
Os rios riam
Os homens riem
Os rios doces
Os homens vazios
Os rios choram
Os homens riem
O rio morreu de homem
Os homens vão morrer de rio
Não há mais fonte
Não há mais forças
Não há nascente
Tudo é morrente
Não há mais foz
Não há mais noite
Não há mais dia
Não há mais sonhos
Metas ou planos
Minas não há mais
Os rios riam
Os homens riem
Os rios doces
Os homens vazios
Os rios choram
Os homens riem
O rio morreu de homem
Os homens vão morrer de rio



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