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Portais da Jurema

Djembe do Branco

Sinto a força subir, subir
Como um rio dentro de mim
É o chamado que ecoa
Não tem volta, é o fim do começo

Jurema me leva, me faz atravessar
Portais de areia e maracá
No toque do couro, no som do chão
Desperta o fogo do coração

Jurema me chama, eu vou sem medo
Entre o sagrado e o segredo
Nos tambores, a voz dos ancestrais
Me guiam além dos portais

Na chama eu vejo os sinais
Símbolos vivos no ar
Como deuses antigos sussurram
É hora de despertar

Meu corpo gira na noite
Meu espírito quer voar
Entre raízes e pirâmides
Eu aprendo a lembrar

Tambor bate, tum, tum, tum
Coração responde, um por um
Som que corta a escuridão
Abre o véu da visão

Eu não sou só carne e chão
Sou poeira de criação
Sou a força que renasce
No ritual da transformação

Jurema me leva, me faz atravessar
Portais de areia e maracá
No toque do couro, no som do chão
Desperta o fogo do coração

Jurema me chama, eu vou sem medo
Entre o sagrado e o segredo
Nos tambores, a voz dos ancestrais
Me guiam além, muito além

Na areia, na mata
Tudo é um só
Eu sou o sopro
Eu sou o pó


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