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Bichos da Madrugada

Dona Iracema

Os bichos não se submetem, se aquietam, se adequam
Entre as grades da prisão
É que esses vivos-mortos se alargam, crescem
Na barganha da feição

Seria audácia meus peito de farmácia
Atualizando a criação

Seria audácia brincar em minha carcaça
Carne em revolução

Os bichos multifacetados, múltiplos, mutilados
Pela faca do desejo
É que esses mortos vivos vão pra todos lados
Muito além do que eu vejo

Seria audácia meus peito de farmácia
Atualizando a criação

Seria audácia brincar em minha carcaça
Carne em revolução

Se eu sou à imagem e a imagem não me alcança
Como é que sou imagem e semelhança?
Se eu sou imagem e me falha a temperança
Haveria verossimilhança?

Se meu corpo é templo como a tempos a andança
Do meu corpo ruma pra nuança?
É que se meu corpo é templo é templo de minha própria instância
Nosso corpo é o templo da mudança!

Seria audácia meus peito de farmácia
Atualizando a criação

Seria audácia brincar em minha carcaça
Carne em revolução

Escrita por: Balaio / Diegão Aprigio / Oscar Sampaio / Pablo Bahia. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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