
Jogo de Final
Dudu Nicácio
Foi bem na gaveta, um pombo sem asas, lá da meia Lua
O guarda-metas não pôde sair nem na fotografia
A gorduchinha caprichosamente voou toda nua
Pra descansar onde a coruja dormia
Mas que belo petardo, aquele bate pronto de primeira
Foi uma pancada, que acordou a massa inteira
Uma chinelada que pegou na veia raspando no pau
Do oponente que fechado atrás, assistia geral
Partiu pro tudo ou nada, afinal, era jogo de final
Mandou bola pro mato, muita canelada, pelada total
Com o caldo fervendo, foi que o chocolate então começou
Tome rabo de vaca, caneta, elástico, muita entortada rolou
E foi num contra ataque onde o craque de novo desequilibrou
Meteu um chuveirinho pro ponta de lança que guardou
E o homem de preto apontando pro centro do campo apitou
E a torcida ensandecida o nó da garganta tirou
É gol
Depois de um belo balão, ainda fez coreografia
É gol
É o rei da multidão, reinventando a alegria
É o rei da multidão, reinventando a poesia



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