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Verbo Sofrer

Edna Fagundes

Sou mariposa das noites compridas
Sim, porquê negar?
Não passo de um farrapo humano
Que vive de mesa em mesa de bar

Bebo aqui, bebo ali
Um trago para matar a saudade
De quem tudo teve
Amor, joias e dinheiro

Hoje eu luto, luto para me libertar
Deste infame cativeiro

Mariposa, figura noturna da mesa de bar
Bebendo whisky, fumando cigarro
Não pensa na vida pra não chorar

Mariposa, assim quem te ver
Não te quer
Não sabes que sendo mulher e como mulher
Nasceste para amar

Mariposa, quem não conhece o teu passado
Procura difamar teu modo de viver
Mariposa das noites compridas
Só conheces na vida o verbo Sofrer

Mariposa, quem não conhece o teu passado
Procura difamar teu modo de viver
Mariposa das noites compridas
Só conheces na vida o verbo Sofrer

Escrita por: Alcides Vieira de Andrade, José Pereira da Silva. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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