
Labirintos
Eduardo Gudin
Nossas mãos seriam
Mãos inúteis divididas
E por uma vida
Se uniriam nossas vidas
E por tudo que as palavras
Não disseram, nem dirão, jamais
Hoje tu não sorriras
Por teres dito o bem das minhas mãos
E abandonado e eu ter ido
Atrás das tuas e me condenado
Por ser tua vida a minha morte
E a morte ser vida no amor
Hoje morreras de dor
Pelo os meus esforços
Meus impulsos, meus azares
Pelos meus remorsos
Meus soluços, meus pesares
E por Deus, é tarde demais
Vêm ao braços meus
Não sei pra onde vais
Por meus olhos te acenderem
Caminhos distintos
Por teus olhos terem sido trevas
Labirintos
E por esta vida que do fundo
Do teu cerne, diz adeus
Eu responderei
Adeus



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