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Filha do Mato

Eliane Camargo

Eu fugi da cidade grande
E voltei pro sertão
Lá, eu não vivia
A fazenda é o meu lugar, elaiaaa

Aquela esteira na porta de casa
E o velho candieiro
Ilumina a sala, e um café
Pra me esquentar, elaiaaa

Eu subia o velho estradão
Até o coração do meu sertão
Com meu berrante, no final do dia
Tangendo o boi, eooou

Um leve vento, um cheiro de mato
E uma chuva fina no telhado
Sou caipira, essa é minha vida
Esse é meu lugar

Sou caipira, filha do mato
Sou feroz, filha de boiadeiro
Eu abraço o meu sertão inteiro
Sou caipira, jeito de mato
Conheço cada palmo dessa terra
Cresci olhando do alto da serra
O rei do gado

Escrita por: Franklin Oliveira / Eliane Camargo. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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