Na Visão Dos Cerros
Emerson Irion Oliveira
Havia um brilho de luzeiros em seus olhos
E claras fontes cristalinas de água rasa
Quando o encanto de seu olhar tomou pra si
Um rumo andejo do estradeiro que passava
Tão logo a tarde fez-se sombra nos capões
Os seus desejos foram brasas fogoneiras
Nesses confins de chircais e cerros mouros
Onde a ternura passa longe das porteiras
Ah esse andante que cruza os campos
Queima fogueira no coração
Os seus perigos
Assustam menos
Que a dor mais triste
Da solidão
Seus olhos meigos com ares de pomba rola
Contemplam sós um infinito de silêncios
Quando a distância ao vulto vago do andante
Cortando atalhos fez sumir-se entre os cerros
Foram cacimbas de carinhos
Seus desejos saciando a sede sedutora das estradas
Quem teve a fúria dos inquietos temporais
Se mostra mansa, que nem brisa nas enseadas



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