
Esse Aporreado Conhaque
Ênio Medeiros
Esse aporreado conhaque não é história, nem lenda
Vive coiceando perdiz lá nos campo' da fazenda
Não dá pra recorrer campo, nem trazer canha da venda
E o peão que nele montar, do corpo, faz a encomenda
Lá na tropilha floresta, o conhaque é respeitado
Desafia os brasileiros e os paisano' do outro lado
Em toda festa campeira, o conhaque é contratado
É cartaz de vacaria e até de outros estados
O conhaque foi nascido numa noite de tormenta
Se perdeu da égua velha, se criou só a placenta
Palanque que não é forte, esse aporreado arrebenta
Larga fogo pelas patas e fumaça pelas ventas
Quando larga do palanque, abre buraco no chão
Se pega louco na volta c'o a fúria de um furacão
Dança tango em duas patas, acena o povo c'o as mãos
Ginete que não se garante, pra ele, pede bênção
Vem de cachoeira do sul, agora lhe dou a prova
Hoje, mora na floresta, naquela fazenda nova
Em cada festa que vai, o conhaque se renova
É o cavalo indicado pra dar de presente à sogra



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