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Na Calada da Noite

Ervino e Maciell

Saí na calada da noite, pra ver se matava minha solidão
Eu estava muito triste, no peito doía o meu coração
Andei pros becos e ruas, até que a Lua surgiu lá no céu
Iluminando a estrada, até madrugada e desapareceu
Iluminando a estrada, até madrugada e desapareceu

Com o frio da madrugada, ali eu estava tão só sem destino
Com os olhos rasos d’água, perdido no tempo em meu desatino
Na escuridão o desgosto, sereno no rosto eu não resisti
Numa parede, encostado, já muito cansado eu adormeci
Numa parede, encostado, já muito cansado eu adormeci

De manhã cedo quando eu acordei em uma calçada
Percebi que sem você eu não sou nada
Sou como uma ave que perdeu seu ninho
Um grão de areia que o vento leva a qualquer lugar
Igual o rio que corre e deságua no mar
Pois em você meu bem me sinto tão sozinho


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