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Sou da noite um filho noite
Trago ruas nos meus dedos
De guardarem os segredos
Nas altas pontes do amor
E canto porque é preciso
Raiar a dor que me impele
E gravar na minha pele
As fontes da minha dor.

Noite,
Companheira dos meus gritos,
Rio de sonhos aflitos
Das aves que abandonei!
Noite,
Céu dos meus casos perdidos,
Vêm de longe os sentidos
Nas canções que eu entreguei.

Ó minha mãe de arvoredos
Que penteias a saudade
Com que vi a humanidade
A minha voz a soluçar,
Dei-te um corpo de segredo
Onde arrisquei a minha mágoa
E onde bebi essa água
Que se prendia no ar.

Escrita por: Maximiano De Sousa Max / Vasco de Lima Couto. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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