Estatística Fria
Fabrício Pessato
Um homem negro com expressão soturna
Atravessava a avenida às três da madruga
Qual a sua intenção? Muita gente julgava
A verdadeira razão ninguém imaginava
No I.M.L. consternado e descrente
Reconheceu o corpo do filho adolescente
Confundido com um bandido, um tiro da polícia
Acertou-lhe pelas costas – confirmava a perícia! Ah!
A mesma cena clichê inconsciente à memória
De quinhentos anos repetindo a mesma História
Serão necessários quantos séculos mais
Para perceberem o óbvio: Somos todos iguais?
Um homem negro chorava ao velório
Um homem branco escrevia um relatório
Vida ceifada – estatística fria!
Às autoridades: Só burocracia!
A mesma cena clichê inconsciente à memória
De quinhentos anos repetindo a mesma História
Serão necessários quantos séculos mais
Para perceberem o óbvio: Somos todos iguais?



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