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Eu sei que não vou morrer
Porque de mim vai ficar
O mundo que eu construí
O meu Rio Grande, o meu lar
Campeando as próprias origens
Qualquer guri vai achar
Campeando as próprias origens
Qualquer guri vai achar

Campeando um rastro de glória
Venho sovado de pealo
Erguendo a poeira da história
Nas patas do meu cavalo
O índio, que vive em mim
Bate um tambor no meu peito
O negro, também assim
Tempera e adoça o meu jeito
Com laço e com boleadera
Com garrucha e com facão
Desenhei pátria e fronteira
Pago, querência e nação

Eu sei que não vou morrer
Porque de mim vai ficar
O mundo que eu construí
O meu Rio Grande, o meu lar
Campeando as próprias origens
Qualquer guri vai achar
Campeando as próprias origens
Qualquer guri vai achar

Escrita por: Antonio Augusto Fagundes / Bagre Fagundes. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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