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Pra mostrá que eu sô esperto
Pra vocês eu vou contá
Eu nunca entrei num jogo
Que eu saísse sem ganhá
Eu nunca tirei o zape
Que eu ficasse sem trucá
Nunca namorei a moça
Se não fosse pra beijá
Todas as moças que eu beijei
Tão pedindo pra vortá

Eu nunca peguei na rede
Se não fosse pra pescá
Nunca pus o anzór n’água
Pra deixá peixe levá
Eu nunca remei canoa
Com medo dela virá
Nunca puxei do meu trinta
Se não fosse pra atirá
Nunca mexi no gatilho
Pra não vê o cano esquentá

Eu nunca peguei na viola
Se não fosse pra tocá
Nunca cantei um pagode
Que eu não soubesse ponteá
A lei do pagode é essa
Você vão me descurpá
Nos arame do meu pinho
Nóis faz a cobra fumá
Quem não ponteia a viola
É bão nela não pegá

Eu nunca saí de viage
Se não fosse pra chegá
Nunca vi peito de aço
Que não deixasse eu passá
Nunca achei cabra valente
Pra no meu peito pulá
Primeiro eu dou minha surra
Pra ensiná o cabra surrá
Cantadô da minha terra
Ninguém pode derrubá

Escrita por: Lourival dos Santos / Zé Batuta. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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