
Má Sorte
Francisca Borges
Tu disseste que não tentei
Mas ninguém esperou por mim
Arrastas-te porque deixei
O que imaginaste pra ti
Andas pelas ruas em que chamavas por nós
O que antes era raro agora esconde a tua voz
Pintaste os meus desfechos e tornas-te os num após
Demora pra voltares pra mim
Diz-me que não me queres, não pensas em mim
Diz-me que não me esqueces se te deixo assim
Diz-me que tu não voltas, que não sentes
Mas tu cortas às voltas, mas não saio de ti
Diz-me que não me queres, não pensas em mim
Diz-me que não me esqueces se te deixo assim
Diz-me que tu não voltas, que não sentes
Mas tu cortas às voltas, mas não saio de ti
Correr a vida em contramão
Às voltas, mas não saio de ti
Guardar, dizer adeus em vão
Às voltas, mas não saio de ti
Não é claro, eu não vou
Se tentei, funcionou
Presa na memória que escrevi só pra ti
Fico fria, eu não sei
Onde coro, eu errei
É tão grande a história que ficou por aqui
Presa pelas ruas em que chamavas por mim
A nossa situação deitada abaixo sem um fim
A minha indecisão que nunca soube dizer sim
Sem horas de voltar pra ti
Diz-me que não me queres, não pensas em mim
Diz-me que não me esqueces se te deixo assim
Diz-me que tu não voltas, que não sentes
Mas tu cortas às voltas, mas não saio de ti
Diz-me que não me queres, não pensas em mim
Diz-me que não me esqueces se te deixo assim
Diz-me que tu não voltas, que não sentes
Mas tu cortas às voltas, mas não saio de ti



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