
Passarinho do Má
Francisco Alves
Passarinho do má, tava cá
Não havia maneira de enxotá!
Meu roçado de mio, secô!
Meu cavalo de sela, mancô!
Meu cachorro de caça, danô!
Minha sogra de longe, vortô!
Passarinho do má, tava cá
Não havia maneira de enxotá!
A corrente de prata, partiu!
O relógio na pedra, caiu!
O dinheiro no borso, sumiu!
A muié que eu gostava, fugiu!
Passarinho do má tava cá
Não havia maneira de enxotá!
Água suja do monte, desceu!
O riacho num instante, cresceu!
O porquinho que tinha, morreu!
A muié e a vergonha, perdeu!
Passarinho do má, tava cá
Não havia maneira de enxotá!
A geada os legume, secô!
O alambique do monte, quebrô!
Vento sul deu nas cana, estragô!
A cachaça na roça, acabô!
Estou vendo daqui toda gente
Com um sorriso feliz e contente
Pois, chegou ao Brasil finalmente
O Jahú, que é a glória da gente
Passarinho do má, já vuô!
Ninguém sabe onde pousô
Passarinho do má, se vortá
Espingarda taí pra matá!



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