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Negrura
Francisco Salvação Barreto
Neste dia sem luz que me anoitece
Que me sepulta inteiro
Até de mim a minha dor se esquece
Para que eu seja um morto verdadeiro
Chove tristeza fria no telhado
Do castelo do sonho, nua, nua
A calçada que subo, já cansado
De tanto andar perdido nesta rua
Duma olaia caiu, morta, amarela
Qualquer coisa que foi princípio e fim
E bem olhada, bem pensada, é ela
Aquela folha que lutou por mim
Sozinho e morto ouço cantar alguém
Mas é longe demais a melodia
E o ouvido que vai nunca mais vem
Trazer-me a luz que falta no meu dia
Escrita por: Bernardo Couto / Miguel Torga. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.
Enviada por Mário. ¿Viste algún error? Envíanos una revisión.



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