Descarrilhado
Gilvandro Filho
Ê
O trem tá descarrilhado
No rumo da escuridão
Tem
Fogueira ardendo na praça
Balão caindo, fumaça
Tragédia ao som de baião
Incêndio armado na farsa
E respondendo com raça
Um Virgulino, um Zelão
Ê, ê
Tem fuzuê no sertão
Tem
Dono botando mordaça
Velho bebendo cachaça
Cambaleando ao chão
Tem
Nego apanhando de graça
E um menestral, de pirraça
Faz de tudo canção
A Lua chora de pena
É tanta vida pequena
A despencar no clarão
Ê
Não foi na bala é no fogo
Os homens fazem de novo
Enquanto dizem amém
Arruma aí teus teréns
Que ninguém sabe a que vem
Que Deus nos cure de tanta mazela
Principalmente a dor do coração
Deus nos proteja dos males da tela
Triste aquarela que nos tira o chão
Arruma aí, cumpadre, os teus teréns
Que ninguém sabe mesmo a que se vem
Que Deus nos proteja de tanta tristeza
E da natureza dos homens de bem



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