Romance do Potro Estrela
Grupo Surungo
Domei de freio aquele potro estrela
Com uma cernelha para um par de arreios
Criado guacho ao redor das casas
Só falta as asas quando vê um rodeio
Criado guacho ao redor das casas
Só falta as asas quando vê um rodeio
Arrocinado no trabalho bruto
Sabe meu jeito de atirar o laço
Doce de boca parte o boi no meio
E atira o freio quando vai ao passo
Doce de boca parte o boi no meio
E atira o freio quando vai ao passo
Picaço negro não precisa espora
Se vou embora pro meu rancho pobre
Na linha alta um cardal de estampa
Filho da casta de um oveiro nobre
Na linha alta um cardal de estampa
Filho da casta de um oveiro nobre
Esse crioulo é pro andar da China
Uma trigueira que me ceva o mate
De olhos claros duas lamparinas
Pelas campinas quando a noite bate
De olhos claros duas lamparinas
Pelas campinas quando a noite bate
Se dom Emílio fosse vivo um dia
Lhe entregaria de rédea e buçal
Pra ser o trono matrizeiro altivo
Palanque vivo do sangue cardal
Pra ser o trono matrizeiro altivo
Palanque vivo do sangue cardal
Esse crioulo é pro andar da China
Uma trigueira que me ceva o mate
De olhos claros duas lamparinas
Pelas campinas quando a noite bate
De olhos claros duas lamparinas
Pelas campinas quando a noite bate




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