Noturno
Gustavo Cunha
Entre a terra e o Sol
A Lua insiste em resistir
Posterior a luz
Em um lado escuro a expandir
O que move o centro
De mudança em tudo onde alcança
Em contrassenso ao curso do mundo
Que em nada almeja a mudança
Pois teme o que virá surgir
Em delírio, tu
De certezas nu
Me interpretas em névoa de abstração
Quando o olho nu
Em sereno, tu
Me observas em névoa de percepção
Melancolia contempla o sul
(Andar, desperta o curso a transformar)
A rua me transpassa palavras soturnas
Em resposta à instância de calar, ao andar
A rua me devolve poesias noturnas
Em resposta à instância de calar, ao andar



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