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Sou eu que te escreve essa carta
Tudo já foi, tá falado, mas há palavras não gastas
Sou eu quem te acorda de madrugada
Nos teus pesadelos medonhos, na sua fronha molhada

Eu que te implorava por mais sossego
Eu acusada do seu renego
Eu que pedia perdão sem ter cometido erro

Agora não sou mais porque
Agora não tem mais você
Sou eu quem encontra numa encruzilhada
Sou que te empurra no vão da escada e te compra um picolé pra você não chorar mais
Sou eu, o monge do seu monastério
As gotinhas do teu remédio
Que não vão livrar você do tédio

Sou eu quem te fala verdade
Você foi o fim da picada, uma faca afiada
Sou eu que bebi teu chorume
Da mente perversa, espremida, barato o perfume
Foi eu quem mastiguei o meu orgulho
Tranquei meu coração no teu quarto escuro

Agora não sou mais porque
É que agora não tem mais você
Sou eu que encontra numa encruzilhada
Sou que te empurra no vão da escada e te compra um picolé pra você não chorar mais
Sou eu, o monge do seu monastério
As gotinhas do teu remédio
Que não vão livrar você do tédio


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