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Farol das Estrelas

Ivan Reis

Desde de o dia em que você partiu
Tristes partiram-se meus olhos
Que transformados em vasto rio
Despediram-se deste solo

São somente duas esperas
A desaguar em tuas plagas
Pra encontrar a tua vela
Partiram-se meus olhos tristes

Agora só duas esferas
Desconhecidas do estio
Pois deles chovem muitas eras
São sementes de Atenas

A combater todas as vagas
Pra te reencontrar apenas
Toda minha vida neste mar
Este mar que é um saveiro

E o homem que o navega
E o tempo é todo inteiro
Uma mulher que o espera
Mas o vento é muito e cheio

Anuncia sua procela
Bem daqui eu te aceno
Me dirijo ao grande nada
Ao sem-fim de Aiocá

Sou teu faro e teu farol
Se as estrelas se apagam
Bem daqui eu me acendo
Faço em mim constelações

Minha íris reluzirá
Pra te reconduzir
Ao teu cais, minha casa
Bem daqui eu te aceno

Me dirijo ao grande nada
Ao sem-fim de Iemanjá
Sou teu faro e teu farol
Se as estrelas se apagam

Bem daqui eu me acendo
Faço em mim constelações
Minha íris reluzirá
Pra te reconduzir

Ao teu cais, minha casa
São sementes de Atena
A combater todas as vagas
Pra te reencontrar apenas


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