
Milonga Para Constâncio Soledad
Ivo Fraga
Constâncio chegou ao rancho
E a casa estava vazia
Não de móveis, não de coisas
Mas algo de mais valia
Chamou por ela três vezes
Foi ao pátio, foi à sala
No quarto, achou a resposta
Da pergunta que não cala
(Não cala e não dorme nunca)
Dizem que sempre o abandono
No travesseiro das dores
Espanta pra longe o sono
Constâncio, anos depois
Ainda lambe as feridas
(E diz quem bem o conhece
– Perdeu a fome da vida)
Constâncio não sente fome
Mas a dor sempre põe mesa
Nele, há um pêndulo que oscila
Entre a raiva e a tristeza
Magro de alma e de corpo
(Barco sem água e sem cais)
Na fronte, encravado e tenso
Um riso de nunca mais



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