Carta ao Filho
Izabela Correa de Oliveira
Guarde o que eu fiz
Num cantinho onde possa lembrar
Tudo aquilo que um dia será
Só fragmentos
De um tempo feliz
Me vejo em você
Na poesia que a gente não lê
Sou espelho a lhe reconhecer
Sem ao menos tentar
Lhe dizer
Onde o vilão
Era sempre passado pra trás
E o mocinho era quase capaz
De entender a moral da invenção
Leve o que eu fiz
Até onde puder carregar
Todos os sonhos que irá semear
Na terra dos homens
Na terra dos homens
Na terra dos homens
Na terra dos homens
Olhe o que eu fiz
Com as palavras que eu ia te dar
Transformei na canção de ninar
Que nasceu por um triz
Me vejo em você
Na poesia que a gente não lê
Sou espelho a lhe reconhecer
Sem ao menos tentar
Lhe dizer
E quando eu passar
Tantas coisas também passarão
Melodias no vento virão
Toda vez que tentar me encontrar
Viva por mim
Cada instante é precioso demais
Qual semente deixada pra trás
Deixada pra trás
Deixada pra trás
Viva por mim
Cada instante é precioso demais
Qual semente deixada pra trás
Na terra dos homens
Na terra dos homens
Na terra dos homens
Na terra dos homens



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