Na Orfandade
Januário de Oliveira
Quando Deus criou o mundo
Fez o amor, fez a saudade!
Numa doce comunhão
E pras almas desgraçadas
Fez a dor, fez a tristeza!
Fez também a solidão
Vivo no mundo, abandonado!
Sem amores, sem carinho
Atirado na orfandade!
Não tenho ninguém por mim
Não conheço nem pai, nem mãe
Oh meu Deus, que crueldade!
Minha dor é um verso triste
Meu amor é uma saudade
Que não cansa de gemer!
Até mesmo a própria morte
De mim, não tem piedade!
Como é triste o meu viver
Pelas ruas solitárias
Mendigando um peito amigo
Vou andando sem parar!
É bem triste minha sorte
Que meus olhos rasos d'água
Não se cansam de chorar!



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