
ISA
Jay Laroye
Não sei se o vento ainda te fala de mim
Mas às vezes penso que sim
Há noites em que o luar me chama
Com a mesma luz que te veste a alma
Vejo o tempo correr nos teus olhos
Mesmo que ja pouco os possa olhar
E em cada passo que não sigo
Há um amor que vive a chorar
Quando o silêncio te abraça
Eu sinto o mundo parar
Há uma voz que me enlaça
Mesmo sem te poder chamar
E o destino, tão disfarçado
Pôs o teu riso onde eu quis estar
Mas guardou o meu fado
Na quietude de te amar
Tantas palavras ficaram presas
Entre o medo e a verdade
E o coração, que tudo pesa
Nunca aprende a ter vontade
Talvez um dia, no acaso
Entendas o que o olhar não diz
Que há amores que nascem rasos
Mas vivem como raiz
Quando o silêncio te abraça
Eu sinto o mundo parar
Há uma voz que me enlaça
Mesmo sem te poder chamar
E o destino, tão disfarçado
Pôs o teu riso onde eu quis estar
Mas guardou o meu fado
Na quietude de te amar
Se um dia a vida te levar
Por caminhos que não sei
Lembra-te que alguém te sonhou
Mesmo antes de te ver nascer
Quando o silêncio te abraça
E a saudade quer falar
Sabe que o tempo não passa
No peito de quem sabe amar
E mesmo que nunca saibas
Quem te quis sem poder ficar
Há um amor nas entrelinhas
Que jamais vai te deixar



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