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Cancioneiro Andante

Jeferson de Almeida

Quando embarquei no caíco dos meus sonhos cancioneiros
Eu deixei valores verdadeiros
Que são candeeiros nas noites de solidão
Pra mim matear com a aflição
De não estar com os meus e estar com Deus
Quando lembro o perfume fraterno de casa
Meu peito de saudade extravasa
Por saber que alguém reza por mim
Fazendo assim um consolo de ternura
E minha canção eternamente pura

Eu proclamo em cantoria aos que sentem a nostalgia
Acopada de amor andante que vem rompante
Em acordes abraçar quem esta distante

Cancioneiros do pampa da vida
Sentem a amplidão que abita refletida
No silêncio dos poemas que enfreno
E que a alma tem invernos e sereno
Neste ir e vir no chão batido
Do destino curtido de balda e relento
E se aprende a tirar uns tento
Dos imprevistos que a alma clama
E por instinto se doma a saudade tirana


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