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Fui nascido no interior
Família de gente nobre
O meu pai é fazendeiro
Caboclo cheio do cobre

Neste mundo misterioso
Sempre existe alguns poréns
A intenção do fazendeiro
Era gastar o dinheiro
Pra não deixar pra ninguém

Os filhos foram crescendo
Cada vez mais revoltados
O velho gastando à toa
Tudo que tinha ganhado

Herança que recebeu
Até mesmo da esposa
Sempre metido a machão
Vivia o fazendeirão
Nos braços das mariposas

E os tempos foi passando
Veio os primeiros fracassos
Quem foi dono de boiada
Hoje não pode com o laço

Seus cavalos puro sangue
Relembrando ele sonha
Sempre culpando o destino
Sendo contra eu opino
Foi só falta de vergonha

Os filhos todos casaram
E ele no mesmo caminho
A sua esposa sofrida
Vive adorando os netinhos

Até mesmo a sociedade
Deixou ele sem abrigo
Todos tratam com desdém
Aquele homem de bens
Hoje não tem mais amigos

Transformou tudo em nada
Seu orgulho e nobreza
Pra aquele fazendeirão
Hoje só resta pobreza

Deus ajuda quem merece
Mas castiga quando erra
Da doutrina celestial
Quando se pratica o mal
Paga aqui mesmo na Terra

Escrita por: Dono Da Noite / João Ferreira. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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