
Surungo de Fronteira
João Luiz Corrêa
Chega de lida, boto um lenço de chimango,
E me vou para um fandango,
Lá na costa do Uruguai...
Pego a sanfona, tiro folga de ginete,
Passo lá no alegrete,
Pra ver se a minha prenda vai...
Num upa e upa eu já chego no farrancho,
Gosto de baile de rancho,
Desses de luz de candeeiro...
Chego na porta, me benzo pra Santa Rita,
Onde tem moça bonita,
Eu me meto no entrevero.
Puxa que puxa, esta gaita galponeira, em surungo de fronteira,
Ninguém fica sem dançar...
E dê-lhe fole, sanfoninha fandangueira,
Que esse embalo de vaneira,
Vai até o sol raiar...
Êta fandango, de gaitaço e de pandeiro,
Sempre tem um missinoeiro,
Pra soltar um sapucay...
E a peonada não se importa da distância,
Quando tem uma festança,
Nesta costa do Uruguai...
Braços de china, quem não sabe, não sem mete,
Prende mais que aquele brete,
Tira cisma de roceiro...
Na despedida, uma prenda redomona,
Fica pedindo carona,
Na garupa do estradeiro.



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