
Sobre a Gravidade
João nas Nuvens
Esta cidade em apuros, sem mais portos seguros
Vão pichados nos muros gritos de protesto
Silenciosamente, manifestos
Tuas pegadas no escuro
E o meu grito prematuro
Afiado e inseguro
Perdido aí dentro
E você acha um barato
Que eu perca o meu sapato
No centro gravitacional
Que chamas de quintal
E o meu silêncio se propaga
Se esparrama e se apaga
Procurando a sua vaga no vento
E você acha inusitado
Que este nada propagado
Seja o provento
Da massa inercial
Que atrais para o teu varal
O que eu não digo, eu ligo, eu ligo
Ponto por ponto no céu dos teus ouvidos
O que dispensas, não dizes, mas pensas
Eu bem duvido
Que em outra esfera, bem longe da terra
Já não tenhamos vivido
No espaço sideral que eu chamo de quintal



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