Milonga do Enforquilhado
João Quintana Viera
To chegando enforquilhado
No tostado pangaré,
Já saltei arremangado
E venho mal intencionado
Com as bata a meio pé.
Pandeirando uma marquita
Na cabeça dos arreios,
Uma escolta de bargudos
Pra lidar com os cupinudos
Retovado e sem costeio.
Na primeira clarinada,
Meu mate já cevado.
Quando o sol espicha os raios,
Me agarra fechado um baio
Já de rodeio parado.
Refrão:
Quem quiser que se engarupe
No verso gauchão
Pra seguir enforquilhado
Se embalando pros dois lados
Na balaça do bridão.
Quem tem a alma campeira
Jamais se aparta do pingo,
Não se enreda nas esporas
E se roda a campo fora,
Abre a perna e sai se rindo.
Trago o orgulho enraizado,
Nesse trono que eu herdei
Por este rinção nativo,
Me chamam de pé no estrivo
Porque assim que me criei.
Deste jeito to chegando
Com essas coplas por diante
Na semeadura do canto,
Trago esses versos de campo,
Que for campeiro, que plante.



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